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Hoje é segunda-feira , 25 de junho de 2018 - Avaré - SP

relogio

“…não adianta jogar a culpa no vereador”, afirma Toninho da Lorsa

Em entrevista, o presidente da Câmara defende o trabalho do Legislativo no ano que passou e afirma que  “…o prefeito precisa ter consciência que para sair de uma crise o remédio é muito amargo”

 Da Redação

Fazendo uma espécie de balanço de seu primeiro ano como vereador e presidente da Câmara, o empresário Antonio Ângelo Cicirelli, o Toninho da Lorsa, falou com a Comarca sobre alguns dos principais temas que dominaram a atuação do Legislativo em 2017.

Ele respondeu inclusive sobre temas espinhosos, como a relação com o Executivo, as críticas e também sobre algumas mudanças que ocorreram com a redução no número de assessores e sobre o corte de gastos. Confira a seguir.

A Comarca: A Câmara tem sido alvo de inúmeras críticas, sendo que algumas pessoas afirmam que os vereadores não produzem nada para cidade. Qual a resposta o senhor daria para estas pessoas?

Toninho da Lorsa: Acredito que possa existir um ranço que se estabeleceu junto à Câmara de Vereadores, por tantos anos, que acho difícil mudar. As pessoas não acreditam em uma mudança rápida. Mas essa mudança está acontecendo, meio lentamente, mas está aí. A mudança está no fato de termos nove novos vereadores, que nunca tinham sido eleitos. Mas estamos produzindo sim. Estamos virando o ano e temos somente dois projetos do prefeito em aberto, isso nunca aconteceu. E tem muita gente ligada ao prefeito (que faz as críticas), porque rejeitamos dois projetos . Se nós tivéssemos aceitado 100% os projetos do prefeito, talvez essa crítica pontual não teria acontecido.

AC: Quais projetos de relevância o senhor apontaria, deste este ano? E qual o resultado efetivo eles trouxeram para o cidadão?

TL: Nós tivemos o Orçamento Impositivo, que nós pudéssemos destinar uma parte do que será feito com a verba. Acho que esse foi o principal projeto. Tem alguns dos projetos da Adalgisa Ward na área da educação, acho que vão ajudar a Prefeitura, do Alessandro Rios, um projeto da feira do Produtor Rural, que foi meu, mas em parceria com os demais vereadores, junto à Secretaria da Agricultura, que também regulamenta essa feira rural. Para a Saúde teve a liberação de verba, coisas que os vereadores conseguiram puxar. O PSC também contribuiu com conquistas. Eu consegui uma verba para a Santa Casa, através do deputado Vaz de Lima. É o primeiro ano, é difícil, mas acho importante estarmos atuantes. A gente tem lá um grupo na Câmara, que vai todo dia, no qual eu faço parte; a Adalgisa é um exemplo, e a tarde vai em escolas, vai em Pronto Socorro, ela tem sido referência.

 

AC: Também existe uma crítica no sentido que os vereadores não “trabalham”, ou que só trabalham de segunda-feira. Qual resposta o senhor dá para este tipo de questionamento?

TL: Muita coisa foi feita, mas nós precisamos melhorar a comunicação com a população. Nosso site é muito burocrático, tem as leis que nós fizemos, mas ainda não é atrativo para as pessoas olharem. Eu vou tentar olhar alguma coisa, para melhorar a comunicação.

TL: A Câmara neste ano reduziu o número de assessores, o senhor acha que o vereador poderia abrir mão totalmente do serviço? No que isso implicaria de positivo e negativo?

AC: Hoje a realidade não dá para ter mais, as Câmaras que ainda tem (assessores), logo, logo vão perder, vão ter que adaptar. Acho que o lado bom tudo isso, é que vai atrair pessoas que realmente querem trabalhar na Câmara, em busca de ideais, não pessoas que querem fazer da Câmara um salário, um emprego. Acho essa a vantagem de não ter um assessor, nenhuma regalia. O subsídio do vereador é excelente, mas antes ele tinha o salário e ainda tinha assessor, mais gente trabalhando. Agora não. Ele tem o que ele precisa. Talvez isso, que fez com que a gente fosse mais atuante. A gente está indo todo dia, está trabalhando ali, porque a gente faz as coisas, porque não tem quem faça.

AC: Muitas pessoas afirmam que a Câmara tem atrapalhado o serviço do Executivo. O senhor concorda com essa informação?

TL: O prefeito mandou, se não me engano, 58 projetos esse ano. E destes,  nós reprovamos só dois. E nesse final do ano o prefeito ainda colocou dois (projetos) para votar, que vai virar o ano. Então como ele colocou em período de recesso não conta prazo. Então nós estamos virando o ano com dois projetos tramitando, isso porque faltaram documentações (do Executivo) para serem votados. Ele também pediu antecipação do duodécimo e em coisa de dois, três dias, nós votamos, favorecendo o servidor municipal. O projeto do Jd. Europa II, foi solicitado e nós fizemos em tempo recorde. Pelo o que eu consultei, nunca teve na Câmara um projeto que foi apresentado e votado em menos de dez horas. Nunca aconteceu. Por isso digo que não sei onde a Câmara atrapalha. Se a gente está atrapalhando alguma coisa, eu não sei. Nós estamos sendo rigorosos, o que o prefeito precisa ter consciência é que para sair de uma crise o remédio é muito amargo. E ele não está querendo tomar. E a Câmara está tomando, talvez por isso que estamos apanhando um pouco. A gente tem parte da sociedade que não concorda com a Câmara. O remédio é amargo, não dá para ter festa, não dá para jogar dinheiro fora, não dá para pintar poste, não com o mercado recessivo do jeito que está.

TL: No que se refere à relação com a Prefeitura, as pessoas criticam o que seria uma preocupação da Câmara em somente criticar o prefeito, deixando de produzir para a cidade. Qual a opinião do senhor sobre isso?

AC: A gente pode tentar trazer verba junto a deputados, ministros, mas nossa obrigação é fazer leis. Ainda a gente não pode esquecer que o município está sem CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária), fica difícil trazer verba. A relação nossa com o prefeito não é só de crítica, tanto que se fosse só de crítica, a gente não teria aprovado a maioria dos projetos, tendo reprovado só dois projetos dele, a gente teria reprovado mais. A gente não é inimigo do governo, ele (o prefeito) está olhando para o inimigo errado.

AC: Nas redes sociais existem alguns internautas opinando que haveria um embate entre Câmara e Executivo, como o senhor vê isso?

TL: O Jô tem uma turma que é muito fiel a ele, que são seus eleitores, mas em contrapartida existem muito mais os que não votaram nele. Ele teve 30% de votos, ou seja, 70% não votou nele;  só que esses 30% são unidos e barulhentos, o restante, os 70% que não votou nele, são silenciosos. Eu vejo que, se eles começarem a falar, como querem falar, com certeza vai inibir um pouco da turma dos eleitores dele e vai fazer com os demais se mostrem mais, consequentemente fazendo o prefeito andar na linha.

AC: O senhor acha que o prefeito está ciente de todos os assuntos que acontecem nas secretarias?

TL: Eu acredito que ele está por dentro de tudo, pode ser que alguma coisa ou outra ele não saiba, mas dos assuntos mais polêmicos ele tem consciência; o pior é que ele vê na imprensa e não faz nada para mudar. Não adianta ficar se escondendo do problema, tem que encarar. A CPI, por exemplo, pode não ser culpa dele, mas quem vai dizer isso é o Ministério Público. E não adianta jogar a culpa no vereador.

AC: Com relação a emendas e verbas para o município, o que a Câmara produziu esse ano?

TL: Por exemplo, muita verba que a gente consegue, demora para ser concretizada. Eu por exemplo, consegui uma verba do Vaz do Lima para a Maternidade da Santa Casa e essa verba demorou meses para ser liberada, parece que está sendo liberada essa semana. Tem outro ofício de ambulância para a Santa Casa, que disseram para mim que até o fim do ano chega, isso estou falando da minha parte. O João Cury, através do FDE (Fundação para Desenvolvimento da Educação) vai fazer uma reforma no Matilde Vieira; O (vereador) Jairinho conseguiu verbas também. Então essas conquistas demoram para se concretizar. Então, tanto é que até o próprio prefeito falou que ia asfaltar a avenida Águas de Santa Bárbara, ali no São José, mas até agora nada foi feito. Essas seriam as principais; o Arenão também, passou um ano e nada foi definido. É muita burocracia. Então, nós estamos devolvendo para Prefeitura quase três milhões, não tem nada que ele tenha conseguido com algum deputado, que chegue perto disso. Esse recurso ajudou o pagamento dos funcionários e deve ajudar no décimo terceiro também.

AC: Qual a avaliação que o senhor faz do trabalho do prefeito e dos secretários, durante o primeiro ano de governo?

TL: O secretário da Agricultura é um bom secretário. Ele é um funcionário efetivo que está ocupando um cargo de comissão, então é um bom resultado. A gente tem o secretário de Serviços que faz um trabalho bacana também, pelo menos a gente vê ele se esforçar, mas também não tem muita verba, então faz o que dá. Secretário de Esportes acho bom também, o da Cultura acho que derrapou na Fampop. Na verdade acho que são muitos secretários, na minha visão a gente teria que ter um número bem menor. Talvez uns seis estariam excelentes e utilizar mais o funcionário público, acho que tem que prestigiar o servidor, eu sei que é difícil, mas lá dentro deve ter gente boa e que funcione.

AC: Com relação a lei que proibiu a festa da Emapa, em dezembro, em razão de boa parte da população ter criticado essa decisão da Câmara, o senhor acha que houve um erro dos vereadores nesse sentido?

TL: Não. De forma alguma, se eu tivesse dúvida que eu tivesse tomado uma atitude errada. Essa dúvida foi embora quando chegou o ofício pedindo recurso para pagar o salário dos funcionários da Prefeitura. Não tenho dúvida nenhuma que o que a gente fez foi o correto para o município. (A Prefeitura) não tinha dinheiro para fazer a festa, vamos deixar bem claro.Ainda vale lembrar mesmo que teve a liminar, e ainda cabe recurso na segunda instância. Foi o que aconteceu com a gente no projeto da Taxa de Lixo, tivemos a liminar e depois foi recorrida.

AC: Diante da liminar que suspendeu a lei que proibia a festa da Emapa em dezembro, como a Câmara pretende se posicionar?

TL: Uma lei não é uma ciência exata, questões jurídicas não são uma ciência exata. Primeiro não há nada definido contra (a lei), tem somente uma liminar. Segundo, esse processo poderia ter sido apreciado por outro juiz que decidisse a favor (da Câmara). A parte jurídica faz parte do jogo. Quando a gente tem um confronto de ideias, como foi entre a Câmara com o Executivo, quem desempata esse jogo é o Judiciário. Foi o que aconteceu. A gente está tentando, fazendo a nossa parte. E como eu falei, não temos uma exatidão de como a lei vai ser interpretada. Nesse caso, por exemplo, ele (o juiz) pode ter dado a liminar, mas na hora que ele for apreciar, vai aparecer alguns questionamentos em seu julgamento. E se o projeto não era bom, como alguns dizem, por que o prefeito simplesmente não vetou? Por que ele não conversou (com a Câmara)? Ele simplesmente deixou correr o prazo, para que eu fizesse a publicação. Podia ter conversado, pedido um veto parcial. Mas ele deixou (a situação correr), para depois entrar na Justiça? Agora o juiz vai ter que conversar com ambas as partes para decidir definitivo.

AC: O senhor acha que exista algum erro no projeto de lei que proibia a festa da Emapa em dezembro, que possa ter dificultado o entendimento do Executivo?

TL: Bom, lá (no projeto) tem um parágrafo único deixa as festas tradicionais fora do alcance da Lei. Então, o Jô viu o projeto como ele quis ver. Por exemplo, ninguém tem o poder de mudar a data do Natal, se ele quiser fazer a festa pode fazer. A corrida da São Silvestre/Elias Ward, também está no calendário, e fiz um desafio a ele, se caso tivesse qualquer dúvida sobre o projeto. Isso foi no final de novembro, falei que se ele quisesse poderia apresentar outro projeto, e que em até 48 horas ele estaria aprovado. Mas ele (o prefeito), não quis fazer, e a forma que ele achou para resolver foi dar as costas para um culpado que não era a gente. Mas quem paga isso, infelizmente é a população. Mas a corrida (Elias Ward) vai acontecer, com a ajuda de atletas e de empresários, inclusive a própria Lorsa é uma das empresas que vai patrocinar. E também fica um recado, quando nós queremos fazer alguma coisa, não precisa de dinheiro público. Dá para fazer sim. Com parceria, com dinheiro privado, com apoios. O que eu tentei fazer, foi não deixar essa facilidade acontecer, de gastar dinheiro público”.

AC: Essa filosofia aplicada na Corrida de São Silvestre/Elias Ward é a mesma que o senhor adota na política?

TL: Sim, pois nada o que eu deixei de fazer na minha vida particular, eu quis fazer com o dinheiro da Câmara. Um exemplo, é o café servido da minha empresa, que é de garrafa térmica, e na Câmara também é. Por que eu iria pedir uma máquina para instalar na Câmara? Depois se o próximo presidente quiser retornar com a máquina, tudo bem. Mas se eu não tenho isso na minha empresa, porque vou gastar dinheiro público com isso?  Mas foi bom o primeiro ano, para dar uma apertada nos gastos da Câmara, essa devolução foi histórica e certamente não vai ter nada parecido nos próximos anos. Pelo menos nos mandatos anteriores não teve nada perto disso. Agora, ano que vem nós vamos fazer alguns ajustes que a Câmara está precisando.

22 dez 17
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