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Hoje é sábado , 22 de setembro de 2018 - Avaré - SP

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Ex-prefeito Barcheti alega inocência em mais uma condenação no Caso Grelinha

Da Redação

Considerado um dos maiores escândalos políticos da história do município, o Caso Grelinha vem se arrastando há anos na justiça e várias condenações já foram executadas contra os principais envolvidos no esquema de corrupção que envolvia empresas contratadas pela Prefeitura de Avaré.

No último dia 20 de junho, o juiz da 1ª Vara Cível de Avaré, Edson Lopes Filho, condenou novamente o ex-prefeito Rogélio Barcheti e mais oito pessoas – Maria Aparecida Léllis (Cida Léllis), Luciane Rossito, Elaine Fernanda Stella, Oscar Ayres, João Fragoso Júnior (Grelinha), Daniela Segarra Arca, Aparecido de Oliveira e Diego Henrique Otávio dos Santos – a ressarcirem os cofres públicos em mais de R$ 25 mil, além de terem os direitos políticos suspensos por 8 anos.

Procurado pela reportagem do Jornal A Comarca, o ex-prefeito Rogélio Barcheti declarou que está tranquilo e que já impetrou recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. “A minha inocência já foi provada em outros 7 ou 8 processos iguais a esse na área cível, e isso comprova que eu também terei sucesso em mais esse recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Confio nos meus advogados Luiz Carlos Dalcim e Tiago Dalcim que estão trabalhando para provar minha inocência nesse caso”, afirmou Barcheti, que voltou a residir em Avaré.

CONLUIO – Para quem não se lembra, o Caso Grelinha (apelido do empresário João Fragoso Júnior) ocorreu durante a gestão do ex-prefeito Rogélio Barcheti (2008-2012), e a Ação Civil de Improbidade Administrativa foi movida pelo Ministério Público que apontou o esquema de corrupção envolvendo o então prefeito Rogélio Barcheti, servidores, empresários e empresas.

O esquema consistia na contratação de empresas através de processos licitatórios irregulares, ou seja, os participantes nas chamadas concorrências públicas disputavam os serviços da Prefeitura aparentemente dentro da normalidade, mas os vencedores já seriam “cartas marcadas”. O caso foi denunciado com exclusividade pela Comarca, que fez várias reportagens detalhadas sobre o esquema trouxe inclusive reproduções de documentos e várias informações sobre o ‘modus operandi’ das fraudes.

EXCLUSIVIDADE – Na época em que estourou o caso, um inquérito civil foi aberto pela Delegacia Seccional de Polícia e até mesmo uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada pela Câmara de Vereadores. Isso é citado pelo juiz Edson em seu despacho assinado no último dia 20 onde ele menciona “que as fraudes eram perpetradas, sob a coordenação e em benefício ‘dos cabeças’ do esquema, prefeito, Aparecida Lellis e Elaine Stella, favorecidos por atuações providenciais de Luciane Rossito, que trabalhando no Setor de Contabilidade era, tal qual delatado, constantemente vista por seus companheiros de setor, sob o pretexto de que recebia ordens superiores, invadindo atribuições para agilizar o trâmite de determinados expedientes, inclusive providenciando pagamentos em cheque, ao contrário da determinação constante no Decreto 2233/2009 para que fossem realizados exclusivamente por depósito bancário”.

O magistrado conclui seu despacho afirmando que “é inegável o reconhecimento do dolo”, e que o ex-prefeito Rogélio Barcheti “é o protagonista e responsável maior por toda situação, assim como às servidoras Cida Lellis, Elaine Stella e Luciane Rossito são as principais coadjuvantes do chefe do Executivo na empreitada ilícita”.

06 jul 18
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